Rio Branco,

Entre as 50 pessoas presas na Operação HIDRA da PF, um é agente penitenciário

Por Da Redação Ecos da Notícia/com informações G1 Acre

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Mais de 150 policiais atuaram na operação HIDRA desencadeada na manhã desta quinta-feira 01 de dezembro, pela Polícia Federal do Acre, que desde as primeiras horas da manhã saiu da sede da Polícia Federal para cumprir 52 mandados de prisão, sendo que até o meio dia 50 pessoas já teriam sido presas, acusadas de serem integrantes de três facções criminosas, PCC, Comando Vermelho e Bonde dos 13 e também acusadas de participação em taques na capital Rio Branco e interior do estado do Acre.

 As ações foram coordenadas nas cidades de Rio Branco, Sena Madureira e Senador Guiomard.

Entre os presos, há um agente penitenciário que é suspeito de ajudar as organizações criminosas facilitando a entrada de aparelhos celulares e armas de fogo no presídio, segundo a PF.

Golpe duro contra as facções

O delegado da Polícia Federal no Acre Daniel Cola declarou em coletiva que o trabalho de investigação da PF, que resultou na Operação Hidra (   Hidra – faz menção um animal que possui várias cabeças de serpente. Segundo a polícia, faz referência à forma de organização das facções investigadas, as quais contam com vários criminosos dividindo as funções de comando) para a autoridade a Operação foi um duro golpe às facções que atuavam no estado.

Segundo o delegado, dos 52 mandados de prisão, apenas dois ainda não foram cumpridos. Além disso, foi apreendido o valor de R$ 25 mil em dinheiro, um revólver e quatro veículos, sendo três carros e uma motocicleta.

“Foi o trabalho de mais de um ano de investigações que desarticulou e prendeu integrantes de três facções que atuavam no Acre. Foi um duro golpe, as facções eram CV,  PCC e Bonde dos 13. Foi um golpe dos órgãos de segurança em desarticular essas facções. Não posso afirmar que essas facções estão totalmente desarticuladas, mas boa parte dos mandantes foram identificados”, disse Cola.

Sindicato nega participação de agente penitenciário

O presidente da Associação do Sistema Penitenciário (Asspen -AC), José Janes, afirmou que a categoria disponibilizou um advogado para defender o agente preso. Segundo ele, que não quis divulgar o nome do colega, o agente tem histórico de boa conduta no trabalho e teria negado qualquer participação em organização criminosa.

Do tráfico de drogas, a execuções e roubo

Entre as acusações, estão a participação por tráfico de drogas, associação para o tráfico, latrocínio, roubo, receptação, porte ilegal de arma de fogo, corrupção ativa e passiva, associadas às organizações criminosas. Além das prisões, a PF apreendeu mais de 10kg de cocaína, além de um laboratório utilizado por uma das facções para adulteração de droga e três armas de fogo.

 


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