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Suspeito de estupro, vereador do AC não pode participar de festas e posse

Vereador deve passar fim de ano em casa após medidas cautelares.
Decisão do juiz Clóvis Lodi foi publicada no Diário da Justiça na quarta (27).

Do G1 acre

O vereador foi acusado de ter estuprado uma menina de 13 anos, no último dia 21 deste mês. Ao G1, ele afirmou que transportava moradores da cidade, quando o veículo atolou na zona rural de Brasileia, cidade vizinha.

A Justiça negou ao vereador Manoel Messias Lopes (PT-AC), de Epitaciolândia, o pedido para passar as festas de fim de ano fora de casa e participar de solenidades como posses e sessões da Câmara do município. Lopes é investigado pelo estupro de uma menina de 13 anos. O caso ocorreu no último dia 21 e o parlamentar nega o crime.

O vereador informou que vai se pronunciar sobre o caso apenas por meio do advogado. Ao G1, Paulo Henrique Mazzali diz que a defesa do vereador ainda não foi notificada sobre a decisão e que pretende recorrer.

O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) diz que Lopes foi submetido a medidas cautelares por suspeita de estupro de vulnerável. Na decisão, publicada no Diário da Justiça nesta terça-feira (27), o juiz de Direito Clóvis Lodi afirma que a defesa do parlamentar não comprovou, nos autos do processo, as datas e horários dos compromissos oficiais e nem que a participação do vereador é imprescindível nesses eventos.

Entenda o caso
O vereador foi acusado de ter estuprado uma menina de 13 anos, no último dia 21 deste mês. Ao G1, ele afirmou que transportava moradores da cidade, quando o veículo atolou na zona rural de Brasileia, cidade vizinha. Ao sair para procurar ajuda, acompanhado da garota, a mãe dela o acusou pelo crime.

Lopes contou que recebeu uma ligação por volta das 6h para transportar os moradores que estavam na zona rural. Ele disse que é comum ajudar nesse tipo de transporte. O caso é investigado pela Polícia Civil da cidade. A identidade dos familiares não foi revelada.

“A mãe dela disse que ou eu pagava um salário mínimo até a filha ficar maior de idade ou ela ia denunciar. Eu expliquei que não tinha acontecido nada, mas ela não entendeu. A menina começou a chorar desesperada e disse que não tinha acontecido nada. Estou à disposição da Justiça, disposto a fazer exame para provar minha inocência”, acrescenta o suspeito.

O delegado que investiga o caso, Cristiano Bastos, relatou que a família da menina procurou a polícia para denunciar o suposto estupro. “Ele teria arrastado ela para a mata e tirado a roupa dela”, disse.

A menina, ainda conforme o delegado, passou por exame de conjunção carnal, que teria comprovado a existência de relação sexual. Ela passa por acompanhamento médico e avaliação psicológica.

 

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