Rio Branco,

Após um mês, polícia ainda busca corpo de cabeça decepada no Acre

2 meses

Por G1 acre

pmApós um mês, a Polícia Civil ainda procura o corpo de Josimar Azevedo dos Santos, que teve a cabeça decepada no dia 20 de outubro. O Instituto Médico Legal (IML) liberou cabeça nesta segunda-feira (21) para que a família possa sepultar.

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A Polícia Militar do Acre (PM-AC) encontrou a cabeça de Santos durante uma patrulha de rotina na Rua Santa Luzia, no bairro Eldorado, em Rio Branco.

O boletim de ocorrência registrado pela PM-AC relatou que o pai da vítima foi até o local reconhecer o filho. Santos seria usuário de drogas e atuava como ‘aviozinho’ de um traficante do bairro.

Três dias após o crime, a polícia encontrou, na Estrada do Panorama, o carro de Santos queimado. O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), major Edener Silva, informou que o veículo foi identificado pela placa e que as providências seriam tomadas pela perícia.

O responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção de Pessoas (DHPP), delegado Roberth Alencar, disse ao G1, nesta segunda (21) que a polícia continua investigando, porém, ainda não tem novidade sobre os responsáveis pelo assassinato de Santos.

“Estamos buscando elementos da autoria e motivação, mas ainda não foi encontrado. Existem várias hipóteses: o corpo foi queimado ou jogado no rio. Não tem nenhuma precisão de onde o corpo possa estar. O próprio veículo foi queimado”, detalhou.

Para o delegado da DHPP, o crime está relacionado a briga de facções, ocorrida mês de outubro na capital acreana. Ele afirmou ainda que foi feita perícia no veículo da vítima. “Muitas mortes ocorreram porque as pessoas eram aliciadas a entrar nas facções e não queriam. Outras é porque era acerto de contas. Cada um tem um motivo específico. Não dá para precisar qual foi o motivo da morte dele”, analisou.

O diretor-geral do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), Haley Vilas Boas, disse que a vítima foi reconhecida através das características antropométricas, técnica perícial utilizada para o reconhecimento facial.

“Existem vários tipos de técnicas para você fazer a identificação. A família dizia que [a cabeça] era dele, mas a perícia precisa ter elementos científicos para concluir e entregar. Não trabalhamos em cima do achismo”, ressaltou.

Mortes
Além da cabeça decepada, a noite do dia 20 de outubro foi marcada por incêndios, rebelião no maior presídio da capital e mortes. O comando da PM-AC informou que foram pelo menos 10 mortes – quatro delas em decorrência da rebelião no presídio Francisco d’Oliveira Conde e o restante em outros crimes em bairros da capital. Praticamente todas as mortes teriam ligação com facções criminosas.


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