Rio Branco,

Operação Avalanche: Justiça aceita denuncia e 26 suspeitos viram reús

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A Justiça do Acre aceitou, nesta terça-feira (27), a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado (MP-AC) contra 26 investigados na Operação Avalanche.

Os réus são suspeitos de envolvimento com uma organização criminosa. Na operação, 46 pessoas foram presas por participação na facção, mas o MP ofereceu denúncia contra os 26.

O juiz titular da Comarca do Bujari, Manoel Pedroga, afirma que, dos presos na época da operação, 20 respondem em liberdade. Segundo ele, os 26 denunciados eram os que tinham indícios, sendo que dois deles ainda estão foragidos. Pedroga explica que a denúncia do MP tinha todos os itens necessários para que fosse aceita. Segundo o magistrado, os réus vão passar por julgamento.

“O juízo recebeu a denúncia e agora eles vão ter a oportunidade de se defender nos autos. Vão ter direito à ampla defesa e, se comprovar a culpa, serão condenados. Até o julgamento, eles permanecem presos”, afirma o juiz.

Pedroga diz ainda que essa organização tem integrantes em quase todas as cidades do estado. “Está se alastrando no estado e em quase todos bairros tem o chamado ‘representante’ deles, que estão comandando essa onda de criminalidade. Esses 26 atuariam nessa organização criminosa em pelo menos cinco cidades diferentes”, concluiu.

Operação Avalanche
Após dois meses de investigação, a Polícia Civil deflagrou no dia 25 de agosto de 2016, a “Operação Avalanche” em ao menos seis cidades do Acre e também no município de Catanduvas, no interior o Paraná. Ao todo, foram cumpridas 51 medidas judiciais e 46 pessoas foram presas.

Um dos delegados responsáveis pela operação na época, Pedro  Resende, disse que os presos faziam parte de uma organização criminosa. “Tinha sua vertente no crime de roubo, furto e tráfico de drogas. Eles aliciavam pessoas para cometer esse tipo de crime”, afirmou.

Os mandados foram cumpridos em Sena Madureira, Plácido de Castro, Senador Guiomard, Bujari , Porto Acre e Rio Branco. Participaram da operação, mais de 80 agentes de polícia, cinco delegados e 16 escrivães. A ação foi planejada pelas delegacias de Combate ao Crime Organizado (Decco), Repressão a Entorpecente (DRE) e Bujari.

 


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