25 novembro 2022 11:31
25 novembro 2022 11:31

Pais de criança morta na UPA diz que vai acionar o Estado na Justiça

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Os pais do bebê Paulo Lucas de apenas três meses de idade que morreu na manhã desta segunda-feira (15) após fazer nebulização na Unidade de Pronto Atendimento – UPA do 2º Distrito de Rio Branco, afirmaram hoje que registraram Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente – DEPCA e que pretendem acionar o Estado na Justiça.
José Verônico Marinho, de 32 anos e Meury Dayane, de 25 anos denunciam que houve negligencia no atendimento ao filho que deu entrada naquela unidade de saúde no domingo (14) apresentando febre e tosse, sintomas de gripe, ficou em observação e nesse período foram ministrados nebulização e duas injeções sendo uma identificada pelos pais como sendo Dipirona.
O pai do bebê contou a reportagem do Ecos da Notícia que após o filho dar entrada na UPA foi medicado com Dipirona e ele teria passado a noite bem. Por volta das 5 horas da manhã a criança começou a passar mal e foi feita nebulização, a partir desta nebulização a criança começou a ficar roxa e uma técnica de enfermagem teria tentando colocar oxigênio, mas o aparelho não estava passando o oxigênio, foi trocado por outro, mas era tarde a criança morreu.

“Quando minha cunhada começou a gritar alertando que a criança estava ficando roxa e com dificuldade de respirar uma técnica em enfermagem colocou ele no oxigênio, mas o equipamento não estava funcionando. Ela imediatamente trocou por outro. Uma médica que foi a UPA se medicar ao perceber o desespero de minha irmã tentou ajudar e foi ela quem mandou substituir o aparelho de oxigênio, pois não saia ar. Essa medica foi a única que de fato tentou alguma coisa. Depois que meu sobrinho morreu disseram que ele se engasgou com o vomito, mas o laudo do IML afirma que a causa da morte foi parada cardíaca desconhecida” afirmou a tia do bebê Eliane Marinho.
‘Não havia médico de plantão’, diz tia
Revoltada com a morte do sobrinho, a recepcionista Eliene Marinho, de 33 anos, afirma que não havia médico de plantão na unidade. “Não tinha nenhum pediatra de plantão e, se estava, não ficou dentro da unidade. Quando minha cunhada percebeu que meu sobrinho estava passando mal, chamou a enfermeira e ela disse que não tinha pediatra. Então, ela perguntou pela enfermeira e foi dito que ela já tinha encerrado o plantão”, alega.
Eliene relembra que durante a nebulização a criança teria começado a ficar roxa e com falta de ar. “Ele ficou cheio de manchas roxas e com dificuldade para respirar. Achamos que colocaram berotec [medicamento usado para fazer nebulização] demais no soro e ele morreu”, diz.
Nota da Sesacre
A direção da unidade está levantando as informações para apurar os fatos. Caso seja identificado negligência, serão tomadas as devidas providências e os envolvidos serão responsabilizados.
O atendimento foi realizado de acordo com a necessidade do paciente.
A direção da unidade destaca que a assistência à criança foi realizada por médicos plantonistas habilitados para tal atendimento.

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