28 novembro 2022 3:29
28 novembro 2022 3:29

Livro sobre romance entre judia e palestino é censurado em Israel

Literatura censurada

Por Do G1

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Liat, israelense, e Jilmi, palestino, são os dois heróis da história fictícia
Quando a escritora israelense Dorit Rabinyan imaginava uma apaixonada relação de amor entre mulher judia e um homem palestino, para protagonizar seu romance “Uma barreira viva”, ela provavelmente não poderia acreditar que sua obra seria censurada no seu próprio país.
De acordo com o Ministério da Educação de Irael, o romance foi proibido por encorajar a “assimilação”.
“Gader Jayá” (em hebraico), traduzido ao inglês como “Borderline” e publicado há um ano e meio, conta a história de uma tradutora israelense e um artista palestino que se apaixonam em Nova York e que veem como seu amor resiste quando os dois voltam a Tel Aviv e Ramala, e enfrentam a dura realidade política da região.
Para o chefe da oposição e líder trabalhista, Isaac Herzog, a censura à obra é absurda. “Comprei hoje vários livros. Acredito que é o livro que atualmente deve ser entregue aos alunos e alunas”, escreveu em sua página do Facebook, estimulando a população a comprá-lo.
Para Herzog, “o ato agressivo e desnecessário de censurar um livro baseando-se em uma interpretação linear de seu conteúdo é outro tijolo do muro do medo, da segregação e da cerração que está sendo erguido pelo governo (do primeiro-ministro israelense, Benjamín) Netanyahu”, informa o G1.
A polêmica acerca do livro começou quando vários professores de literatura hebraica pediram ao ministério para inclui-lo na lista de recomendados para os níveis avançados do ensino médio. A comissão aprovou o livro, dando o selo de apto, mas dois altos funcionários do ministério consideraram que era inadequado e ordenaram que o título fosse apagado da lista, para preservar “a identidade e a herança dos estudantes em cada coletivo social”, uma vez que o livro reforçava que as “relações íntimas entre judeus e não judeus ameaçam a separação de identidades”, de acordo com o jornal “Haaretz”.
Desde então as queixas e denúncias inundaram as redes sociais, com famosos comprando o livro e tirando fotos com ele.

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