Rio Branco,

Batalhão de mulheres curdas enfrenta o terrorismo e vira símbolo da luta contra o Estado Islâmico na Síria

Estado Islâmico

Por Por noticia ao minuto

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Grupo militar feminino vem impedindo a expansão do grupo terrorista no norte do país
Em meio a uma violenta guerra civil que já deixou mais de 250 mil mortos e a atuação do grupo terrorista EI (Estado Islâmico), a população síria vive sob ameaça constante de morte. Nos territórios ocupados pelo EI, a preocupação é ainda maior. Além dos assassinatos, há milhares de casos de tortura, estupro e sequestro.

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Com o objetivo de frear a expansão dos terroristas, diversos grupos armados vêm combatendo os jihadistas na região. Um dos que mais se destacam nessa guerra são as soldadas do YPJ (Unidades de Proteção às Mulheres), batalhão composto apenas por mulheres que atuam na região do Curdistão sírio, na fronteira do país com a Turquia
Com o desgaste do governo de Bashar al Assad, os curdos que habitam no norte da Síria conquistaram sua independência política de fato em 2012. A região conhecida como Rojava fica na divisa com o território controlado pelo Estado Islâmico

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Os curdos são um grupo étnico que vive, em grande parte, nas montanhas do sul da Turquia, norte da Síria, norte do Iraque e oeste do Irã. Acredita-se que eles habitem na região há centenas de anos
O território conhecido como Curdistão cobre uma extensão de 450 mil km². Até 1921, a região fazia parte do Império Otomano
No entanto, com a derrota dos otomanos na 1ª Guerra Mundial, os territórios do antigo califado foram divididos arbitrariamente pelas potências vencedoras
Deste modo, França e Inglaterra traçaram as fronteiras do Oriente Médio, que se mantêm praticamente iguais até hoje. Nesse processo, os curdos foram ignorados, ficando sem um Estado próprio e tendo sua população espalhada pelos recém-criados Iraque, Síria, Turquia e Irã
Na Turquia, onde representam uma parcela expressiva da população do país, os curdos vêm sendo oprimidos há décadas. Até 1991, o governo proibia o uso de sua língua tradicional, e manifestações culturais foram historicamente reprimidas na região
Cofundadora do Comitê Popular em Solidariedade à Resistência do Povo Curdo em São Paulo, Anelise Csapo afirma que a resistência dos curdos em Rojava é fundamental para frear o avanço do Estado Islâmico. No entanto, ela acusa o governo turco de apoiar os terroristas com o objetivo de evitar que os curdos se defendam
— O Estado Turco promove um massacre contra os curdos. Rojava é a área mais conflituosa do norte da Síria, e os turcos tentam fazer um embargo contra eles, tanto de ajuda humanitária, quanto de bens de consumo


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