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Precisamos falar sobre o aborto

1-milhao-de-abortosNo últimos dias, o Projeto de Lei que tem como objetivo legalizar a prática do aborto, tem polemizado no Brasil, causando diversos pontos de vista, a única certeza que se tem é que a população precisa falar sobre o Aborto.

Quando decidi fazer essa matéria, pesquisei alguns dados no Google e me assustei com o resultado, no lugar de achar arquivos acadêmicos falando sobre o assunto, achei vários tutorias de como fazer um aborto (assustador não é mesmo?), o que leva a conclusão que apesar dele ser proibido no Brasil, vem crescendo e ocorrendo cada vez mais.

Virar as costas para o problema e não tentar entender por que as mulheres vem abortando tanto, bem como não implantar novas politicas sociais, não vai amenizar o problema, então vamos lá:

De acordo com JALOPES, alguns motivos que levam ao aborto são:

1.Razões de saúde: o motivo mais imediato é realmente o fato da mulher ter problemas médicos que tornem perigosos para ela levar a gravidez até o fim;
2.Má-formação do Feto: Muitos fetos, por diferentes ordens de causas, podem apresentar lesões e/ou má-formações que comprometam o seu desenvolvimento e a sua vida futura, se chegar a nascer;
3.Abuso Sexual: Se a gravidez for resultado de violação, prolongar a gravidez é prolongar, eventualmente por muitos anos, a recordação de um ato bárbaro e inexplicável;
4.Idade da mãe: Os jovens iniciam cada vez mais cedo a sua vida sexual, como a curiosidade e a pressão social precede a maturidade, nem sempre se tomam as devidas precauções e muitas jovens adolescentes engravidam. Uma vez que uma gravidez precoce pode perturbar toda a vida futura de uma jovem, muitas optam por abortar, muitas vezes sem o conhecimento dos pais;
5.Razões Econômicas: Em muitos casos, uma gravidez não-planeada torna-se indesejável pela consciência de que dificilmente a família poderá suportar os encargos que uma nova criança trará. A perturbação que uma gravidez destas trará à vida familiar, nomeadamente no plano económico-financeiro, é razão suficiente para a mulher decidir abortar;

Conheça o Projeto de Lei:

O Projeto de Lei foi apresentado à Câmara dos Deputados no dia 24 de abril de 2016 e, tem o objetivo de legalizar aborto até as 12 semanas de vida do feto, o procedimento será feito gratuitamente, através do Sistema Único de Saúde- SUS.1-em-cada-5

A lei também prevê que o Ministério da Educação crie tópicos para educação sexual e reprodutiva, e leve para escola conversas sobre a prevenção de gravidez não desejada.O texto também menciona a promoção de “uma visão da sexualidade baseada na igualdade, com prevenção à violência de gênero”.

O projeto está em votação e se você é contra ou a favor, você pode contribuir diretamente aqui.

Opiniões:

O objetivo dessa matéria não expressar a nossa opinião direta, mas achamos interessante pegar opiniões diversas para que você possa ter acesso e se informar melhor:

O site aborto.com levantou alguma reflexões informando porque é a favor do aborto:

“O aborto inseguro continua a ser um fenômeno preocupante em todo o mundo.

Só em 2006, cerca de 20 milhões de mulheres enfrentaram as consequências de um aborto realizado sem condições de segurança. Destas, mais de 90% pertencem ou pertenciam aos países mais pobres do mundo. O aborto inseguro é uma das maiores causas de mortalidade materna, é um problema de saúde pública, uma tragédia que pode ser evitada.

O aborto realizado em condições inadequadas constitui, ao mesmo tempo, uma causa e uma consequência da pobreza. É um dos factores que mais contribui para o elevado índice de mortalidade e de danos no que se refere à saúde física e psíquica da mulher, sobretudo nos países em vias de desenvolvimento.

A dificuldade das mulheres mais jovens em exigirem os seus direitos ao nível da saúde sexual e reprodutiva, leva a que tenham, muitas vezes, de ter de optar entre arriscar as suas vidas e a sua saúde com um aborto inseguro ou serem excluídas socialmente e abandonadas.

O impacto do aborto inseguro coloca em evidência as desigualdades sociais e de saúde pública entre países desenvolvidos e países em vias de desenvolvimento. Não há dúvida de que o aborto inseguro atinge essencialmente as mulheres mais pobres. É nos países em vias de desenvolvimento que a taxa de mortalidade é maior.

Esta é a nossa realidade! Muitas mulheres não têm controle sobre a sua vida sexual, não têm acesso ou não lhes é permitido o acesso aos serviços de planeamento familiar, tendo isto como consequência, a gravidez não desejada.

A desigualdade de género, a cultura, a religião e a pobreza são fatores que limitam as oportunidades das mulheres decidirem sobre a sua vida sexual e reprodutiva.”

Por outro lado, o WebArtigos também publicou o porquê de ser contra a legalização do aborto:

Nesses últimos dias, o facebook se tornou uma exposição de mulheres grávidas protestando contra o aborto. Esse assunto frquenta as discussões no país há muitos anos, sempre passando por altos e baixos, mas esse ano ele voltou com “potência total”.

Eu sou contra o aborto por diversos motivos, desde os religiosos até os que envolvem a cultura da nossa sociedade e fatores médicos. Primeiramente, sou católica e, pra mim, a vida começa no momento da fertilização, ou seja, com um dia, o “bebê” já é uma vida. Sendo assim, o aborto seria um crime independentemente do tempo de gravidez.

Mas, deixando a religião um pouco de lado, existem diversos fatores contrários ao aborto. Não vou insistir no assunto de que a mulher engravida porque quer. O aborto envolve diversar outras coisas, principalmente a educação.

Muitos dos argumentos usado são os que dizem que países desenvolvidos legalizaram o aborto. E é exatamente por não ser desenvolvido que acredito que o Brasil não deve legalizar o aborto.

É de conhecimento geral que o sexo foi banalizado e é comum para muitas pessoas se relacionar sexualmente com alguém que ela conhece há algumas horas. Além disso, o preservativo é usado, pela maioria das pessoas, como método unicamente contraceptivo e não como uma meneira de evitar DSTs. E, por fim, os anticoncepcionais não são muito difundidos no país (mesmo sendo distribuídos gratuitamente pelo SUS).

Com isso, concluo que, caso o aborto seja legalizado, ele se tornará um meio “contraceptivo”. Na minha opinião, as pessoas deixarão de usar anticoncepcionais pois, caso engravidem, podem abortar. E o pior, deixarão de usar preservativos, já que ele é difundido como método contra gravidez e não contra DSTs. Ou seja, é possível que o número de pessoas com DSTs aumente decorrente da falta de uso do preservativo.

O que está em jogo é a falta de educação e de informações da população do Brasil. A diferença básica entre o Brasil e um país que tem o aborto como legal é a mentalidade da população. Nos países desenvolvidos, a maioria das pessoas tem consciência que o aborto é só usado como última opção, enquanto no Brasil, provavelmente a poppulação o utilizará como primeira opção.

Portanto, sou contrário ao aborto, exceto em casos de risco de vida para a mãe e em casos de estupro. Legalizar o aborto vai muito além de assinar uma lei, envolve melhoria da educação e da informação da população.
E você é contra ou a favor?

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